Até quando as escolas vão focar somente no conteúdo? Não há mais justificativas para as escolas não integrarem seus currículos com o desenvolvimento das competências e habilidades do século 21.

Escrito por: Thays, Roberta e Cecília

O mundo hoje exige currículos integrados com o desenvolvimento das competências e habilidades do século 21. Mas que competências são essas? habilidadesHabilidades para a vida e carreira, habilidades de aprendizado e inovação, habilidades para informação, mídias e tecnologia, destacamos quatro mundialmente conhecidas: criatividade, pensamento crítico, comunicação e colaboração. Essas habilidades são conhecidas como os 4 Cs. Para ilustrar melhor uma aplicação prática, vamos utilizar o caso da ABA Global Education que já aplica essas novas dimensões enquanto ensina o conteúdo de seus cursos de inglês. Pensar Criticamente está profundamente associado ao processo de letramento, o que significa ler o mundo, ser capaz de analisar e questionar as realidades. Ou seja, é trazer para a leitura a sua visão de mundo, da sociedade e da atualidade. É ser capaz de questionar o que aflora na superfície e ir além do provável, buscando o entendimento do todo. Para tal leitura, se faz necessário que o pensamento crítico seja estimulado na escola e em casa, numa parceria. Aprender não se trata de receber conteúdo e memorizá-lo. Aprender significativamente tem sua base nas perguntas que fazemos, na capacidade de questionar e fundamentar. A Criatividade, por sua vez, prepara os alunos para que estejam cada vez mais abertos a novas perspectivas e acreditem em seu potencial não para usufruir, mas para criar e aplicar novas ideias. “As aulas de nossos cursos são preparadas de modo que os nossos alunos sejam estimulados a produzir criativamente, usando a língua inglesa”, afirma Thays Ladosky, coordenadora acadêmica da ABA. Comunicar é, hoje, uma das habilidades mais exigidas do mundo globalizado. A comunicação exige a capacidade de conviver com a diversidade cultural, desenvolvendo a tolerância com as diferenças, a escuta e as habilidades contextuais do ato de comunicar. No caso da ABA, a comunicação é uma premissa de seus cursos, visto que aprendem fazendo. Sendo sua metodologia comunicativa eclética, os seus alunos estão sempre “colocando a mão na massa” e atuando em sala usando a língua inglesa. Eles participam de conversas informais, apresentações de projetos e debates, por exemplo. Sua habilidade de comunicar é sempre trabalhando além do simples ato de falar, pois a comunicação eficaz compreende a leitura do contexto em que se está inserido, a colocação assertiva da linguagem aprendida e o desenvolvimento da escuta crítica. Colaborar em um mundo globalizado como o nosso é ter a certeza de que não podemos fazer a diferença sozinhos. Para que a sociedade e o mundo se tornem mais justos é importante que cada um de nós entenda o seu papel e o papel do outro e perceba o todo que é mais que a soma das partes, como versa Morin. Trabalhar colaborativamente deve ser uma constante nas aulas. São atividades em pares, grupos, criação de projetos colaborativos e a certeza de que não se pode desenvolver isoladamente. Conversando com a equipe acadêmica da ABA, eles destacam ainda a existência de um quinto C, o Cuidado. Cuidar do outro e de toda espécie de vida do planeta é sentir-se responsável por ser parte integrante desse todo, resultado das relações vividas. Nas escolas, os alunos devem ser convidados a refletir, através da comunicação e colaboração, desenvolvendo capacidades fundamentais ao aprendizado que farão a diferença no futuro: entender a importância de fazer parte de uma comunidade capaz de gerar mudanças e proporcionar desenvolvimento. O projeto político-pedagógico, portanto, precisa centrar-se na formação do sujeito holístico que pode se entender e entender melhor o seu papel, perceber, entender o outro e o mundo em que vive.